Seja Bem Vindo!

Seja Bem Vindo! -Et pro Bono pacis, Deus vobiscum! -

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Ter Saudade


A saudade. É quando o passado se faz presente. Quando o cheiro das coisas, a brisa do amanhecer, o sol nascendo, te trás o céu azul em meio à tempestade. A saudade é uma memória sendo tão tocante à realidade que, o olhar, o ser, o existir, deixam de ser o passado e passam a ser o presente. Passa a ser um mundo que já se viu e, ao mesmo tempo em que se vê, não se tem. A saudade são os castelos de lembranças. Palavras, momentos, presentes, imagens, canções, cheiros. São tão marcantes como no momento em que se viveu. Brigas, risos, choros, expressões nítidas. Expressões que marcam sensações. Ódio ou amor? Diriam... “são apenas duas faces de uma mesma moeda”. O que seria das lembranças se elas não fossem tão marcantes em nossa vida? Agradeço a Deus por sentir saudade. Diante de fatos visíveis ou, apenas, aquelas que se demonstram diante de nossa fé, sentimos saudades. Sentimos saudades de momentos. Sentimos saudades de pessoas vivas. Sentimos saudades de pessoas que já se foram. Ter saudade é isso. Ter saudade é não saber esperar! Ter saudade é tentar reviver. Ter saudade é olhar para o tempo e não conseguir se achar. Passado ou presente? O meu desejo é... reencontrar.
BSathler

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O Transtorno da Paixão



Pessoas apaixonadas sofrem de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). A pessoa quando está apaixonada, ela não consegue passar nem algum tempo sem pensar na pessoa a quem se apaixonou. Quando a pessoa a quem se apaixonou fala qualquer coisa com o apaixonado, ela sente nervoso, frio na barriga, não sabe o que fazer, não sabe o que dizer. Ela se perde no espaço e no tempo. O minuto parece uma eternidade. E a eternidade passa em um minuto. Quando se vê, o tempo passou e você deseja voltar onde esteve paralisado durante aquele minuto eterno. Um sentimento fora de controle o qual você nunca deseja desgarrar, contudo, percebe que é ele quem está te envolvendo com seus braços macios e desconfortáveis. Ao mesmo tempo, robusto e delicado. Forte e aconchegante. Alimentando o caloroso desejo de que um dia, aquele furacão, aquela tempestade de sentimentos confusos, se torne uma única coisa. A única coisa que torna a realidade ainda mais surreal. A única coisa que torna a realidade ainda mais além do que ela o é. Um TOQUE. Trata-se de um ato. Confundi-se com um sentimento.
BSathler


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A Depressão – A Existência do nada



Como se houvessem fogos, com luzes e barulhos, para cegos e surdos. Como se houvesse festa, som alto e música boa, mas ninguém para dançar. Como se houvesse um espelho sem imagem a refletir. Como se houvesse o amor, sem ninguém para amar. Como se houvesse saudade, mesmo sem conhecer ninguém. Um sentido pro vazio está em meio a existência, sem sentido de viver. Não se ouve, não se vê, sem movimento, sem imagem, sem comunhão. Esse é o lugar onde nem o céu nem o inferno fazem sentido. Pois se há sentido, existe alguma coisa onde o nada, existe.
BSathler

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

De quem é a responsabilidade?


Essa última semana de Outubro pudemos observar mais uma tragédia. Vimos assustados o que o furacão Sandy causou ao Estado Americano de New York. Sabemos que são consequências dramáticas, assustadoras, angustiantes de um dia em que, digamos; talvez tenha sido o halloween mais assustador da vida de muitos. A semana que deveria ser a mais assustadora de todo ano foi, realmente e demasiadamente, assustador. Nessas horas aparecem crentes, demasiadamente religiosos, afirmando que é Deus castigando o povo por consequência de seu pecado, o halloween. E a pergunta que faço é: Deus é vingativo? Ou nós estamos colhendo o que estamos plantando já a muitas gerações de descuido do meio ambiente? Fica muito mais fácil arrumar um culpado do que assumirmos que também fazemos parte desse erro. E poderia ficar muito pior se refletíssemos que, se eu não cuido do meio ambiente, eu também sou culpado pela morte de muitos. Mas não, deixe-nos pensar que foi por causa do halloween. E Deus, em sua grande ira, castigou a muitos. Eu fico de fora! É mais confortável. Contudo, também estamos sujeito a Catástrofes. Estamos no mesmo planeta.
Mas se temos consciência de que somos parte desse mundo, nós, além de pedir consolo a Deus pelos atingidos naquela catástrofe, devemos pedir perdão a Deus também por nosso erro, assim como a Escritura nos ensina: Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice” (I Co 11.28).
E que o Senhor nos ilumine, a fim de que juntos, como Igreja, plantemos e anunciemos um mundo melhor, mais digno, em busca da implantação do Reino de Deus na Terra como nosso Senhor Jesus viveu e ensinou. Assim, vivamos por amor e devoção a ele!
BSathler



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O Sonho dos Ratos (Rubem Alves)


(nova velha fábula)

Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do soalho de uma velha casa. Havia ratos de todos os tipos, grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, do campo e da cidade. Mas ninguém ligava às diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: Um Queijo Enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes. Comer o queijo era a suprema felicidade. Bem pertinho é modo de dizer. Na verdade, o queijo estava muito longe, porque entre ele e os ratos estava um gato. O gato era malvado, tinha os dentes afiados e não dormia nunca. Por vezes, fingia dormir, mas bastava que um ratinho, mais corajoso, se aventurasse para fora do buraco, para que o gato desse um pulo e… era uma vez um ratinho!
Os ratos odiavam o gato. Quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam. O ódio a um inimigo comum tornava-os cúmplices de um mesmo desejo: A Morte do Gato!
Como nada podiam fazer, reuniam-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem…), e chegaram mesmo a escrever livros com crítica filosófica sobre gatos.  Diziam que, um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais.”Quando se estabelecer a ditadura dos ratos”, diziam, “então todos seriam felizes”…
- O queijo é grande o bastante para todos, diziam uns.
- Socializaremos o queijo, diziam outros.
Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções. Era comovente ver tanta fraternidade. Como seria bom quando o gato morresse, sonhavam eles. Nos seus sonhos, comiam o queijo e quanto mais o comiam, mais ele crescia, porque essa era a principal característica dos queijos imaginados… Não diminuem…crescem sempre! E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando:  "Ao queijo, já!”…
Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha desaparecido. O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar apenas uns passos para fora do buraco. Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era! O gato tinha desaparecido mesmo.
Chegara o dia glorioso! E dos ratos surgira um brado retumbante de alegria. Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum. E foi então que a transformação aconteceu! Bastou a primeira mordidela. Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem. Assim, quanto maior for o número de ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um. Os ratos começaram a olhar uns para os outros, como se de inimigos se tratassem. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram…Arreganharam os dentes…Esqueceram-se do gato. Passaram a ser os seus próprios inimigos.
A luta começou! Os mais fortes expulsaram os mais fracos, à dentada. E, ato contínuo, começaram a lutar entre si. Alguns ameaçaram chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a Ordem. O Projeto de Socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos:
“Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários, para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono”. Mas, como jamais rato algum abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar à espera…
Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que tinha acontecido. O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o estilo do gato, o olhar malvado, os dentes à mostra…
Os ratos magros não conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora. E compreenderam, então, que não havia diferença alguma. Pois todo o Rato que fica Dono de Queijo torna-se Gato! Não é por acaso que os nomes são tão parecidos.

 Rubem Alves

sábado, 1 de setembro de 2012

Um dia agente aprende que... (William Shakespeare)



- Depois de algum tempo vc aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
- E vc aprende que amar não significa apoiar-se, q companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos ñ são contratos, e que presentes ñ são promessas.
- Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, c/ a graça de um adulto e ñ c/ a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hj, pq o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
- Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. 
- Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
- Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
- Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos.
- Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
- Começa a aprender que não se deve compará-los com os outros, mas com o melhor que pode ser.
- Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
- Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo qualquer lugar serve.
- Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
- Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
- Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou; aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens; poucas coisas são tão humilhantes... e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
- Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
- Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
- Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
- Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. 
- Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
- Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

William Shakespeare

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Esperança e desafio!



Vemos na história que, por causa da falta de esperança, gerada pela primeira guerra, países guerreando e levando bandeiras de Deus nos corações dos soldados, o mundo teológico sofreu uma crise e a escatologia deixou de buscar um sentido doutrinário, prático, e adotou um olhar apenas para o futuro. Deixou-se o presente ao acaso! Passou-se a pensar e se importar mais com uma escatologia que olha o futuro, algo que não se vê e nem se sabe, em troca da instauração do reino de Deus na terra. Justamente aquilo que Jesus se dedicou tanto a fazer. Proclamar o Reino de Deus! A busca da prática da instalação do Reino de Deus. Um Reino de Paz, Amor e Justiça para um mundo que caminha em sentido oposto. Um mundo, ou sociedade, que enxerga a Guerra. Nunca a Paz. O mundo que vê, que enxerga, o Capital. Nunca o desfavorecido. Uma sociedade que busca sempre favorecer-se a favorecer. Que busca sempre ter comida sobrando à mesa sem olhar a fome, a miséria e a nudez. A ausência de Deus gera isso. Desigualdade, preconceito, soberba, imposição, são meros detalhes, aos quais, a própria igreja está mergulhada. Onde está a inspiração do Verbo? Onde estão os Messianistas (como afirma Garcia Rubio), os Cristãos, que deveriam assim como o Mestre, proclamar a implantação do Reino de Deus na Terra? 

Por isso, Jürgen Moltmann, nos convida a vivermos o presente. O futuro só se constrói na vivência do presente. O que haverá no futuro, não se conhece. Mas viveremos o que se espera na medida em que vivenciarmos, de fato, o presente. Pensar em implantar o Reino de Deus é enxergar o Cristo afirmando que estaria conosco até a consumação dos séculos. Esse tempo, de “viver conosco até”, indica o olhar para o momento presente. Nunca a consumação. Isso, a consumação, será uma consequência do presente. Nunca um resultado abstrato do futuro. Caso contrário, continuaremos vivenciando esse tempo de “Escandalon” (escândalo). Geração da pedra de tropeço, onde até a fé, ou seja, o “ser humano” em sua totalidade e amplidão, na relação consigo e com o Outro, deixa de existir e de se enxergar de fato como o é, como vemos em Adão. É o que o santo Apóstolo Paulo e muitos outros teólogos da história, consideram como estar morto. Como o Pecado. É o que a Escritura considera também como Inferno. A solidão da Alma! Pessoas sozinhas que motivam-se na maldade, falta de amor e “ausência de cumplicidade social” (J. B. Metz). Precisamos de Esperança. Precisamos do Presente. Precisamos crer naquele Cristo da história agindo ainda hoje. A relevância da pregação, do Cristo ressuscitado, é o que falta à igreja hoje. Acreditar é viver! É o desafio que possuímos hoje. Construir nossa Escatologia, a volta de Cristo, desde já em nossas vidas. Construir a volta de Cristo, desde já, para a vida dos outros. Implantar a fé do Reino, vivenciar a Cruz e experimentar a ressurreição ao enxergarmos um sorriso. "E para o bem da paz, Deus seja contigo!!" (Et pro Bono pacis, Deus vobiscum!!) Amém!



- Viver é doar-se!

terça-feira, 5 de junho de 2012


Hitler ou Jesus? Quem é O Cristo?

É impressionante a imagem que muitos possuem de Deus. Muitas pessoas podem conter a imagem de um Deus tirano, anarquista, vingativo, talvez porque assemelham esse Deus a um sentimento, um tipo de atitude, comparado ao que possuímos em nós mesmos. Pessoas que retribuem a maldade alheia com juízo perverso. (“Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. E ao que te tirar a capa, não impeças de levar também a túnica” Lc 6.29 – será?) Mas então, como conhecer a Deus? Como entendê-lo? Como saber como ele age em relação ao homem pecador? Não ao pecado que se comete, mas na condição em que ele se encontra. E para isso existe algo simples, concedido-nos pelo próprio Deus. O seu Filho!
Surge uma pergunta. Com quem nosso Deus se assemelha? Devemos entender Deus como um Ser ditador, anarquista, vingativo e violento? Se Deus fosse assim, o messias seria outro. Talvez o Adolf Hitler e não o mestre Yeshuah. Com isso, devemos conhecer a Deus olhando a Jesus. Um homem compassivo, paciente, bondoso, que ama e não julga as diferenças. Portanto, um Deus que nos ama seria capaz de mandar-nos um homem que agiu de semelhante forma. Esse é Yeshuah! Um homem que não tacou pedra na prostituta, não xingou o cobrador de impostos, não rejeitou os doentes, não teve preconceitos sociais, mas que acolheu, amou, abraçou, compartilhou afinidade, foi amigo. Pra mim, essa é a melhor referência de quem Deus (YHWH) é! Sendo assim, realmente; Yeshuah é o Cristo! O Ungido de Deus.
(NÃO SEI PORQUE, MAS ESSE TEXTO HAVIA SIDO RETIRADO, SUMIDO, DE MEU BLOG. NÃO FOI POR MIM)