Seja Bem Vindo!

Seja Bem Vindo! -Et pro Bono pacis, Deus vobiscum! -

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Esperança e desafio!



Vemos na história que, por causa da falta de esperança, gerada pela primeira guerra, países guerreando e levando bandeiras de Deus nos corações dos soldados, o mundo teológico sofreu uma crise e a escatologia deixou de buscar um sentido doutrinário, prático, e adotou um olhar apenas para o futuro. Deixou-se o presente ao acaso! Passou-se a pensar e se importar mais com uma escatologia que olha o futuro, algo que não se vê e nem se sabe, em troca da instauração do reino de Deus na terra. Justamente aquilo que Jesus se dedicou tanto a fazer. Proclamar o Reino de Deus! A busca da prática da instalação do Reino de Deus. Um Reino de Paz, Amor e Justiça para um mundo que caminha em sentido oposto. Um mundo, ou sociedade, que enxerga a Guerra. Nunca a Paz. O mundo que vê, que enxerga, o Capital. Nunca o desfavorecido. Uma sociedade que busca sempre favorecer-se a favorecer. Que busca sempre ter comida sobrando à mesa sem olhar a fome, a miséria e a nudez. A ausência de Deus gera isso. Desigualdade, preconceito, soberba, imposição, são meros detalhes, aos quais, a própria igreja está mergulhada. Onde está a inspiração do Verbo? Onde estão os Messianistas (como afirma Garcia Rubio), os Cristãos, que deveriam assim como o Mestre, proclamar a implantação do Reino de Deus na Terra? 

Por isso, Jürgen Moltmann, nos convida a vivermos o presente. O futuro só se constrói na vivência do presente. O que haverá no futuro, não se conhece. Mas viveremos o que se espera na medida em que vivenciarmos, de fato, o presente. Pensar em implantar o Reino de Deus é enxergar o Cristo afirmando que estaria conosco até a consumação dos séculos. Esse tempo, de “viver conosco até”, indica o olhar para o momento presente. Nunca a consumação. Isso, a consumação, será uma consequência do presente. Nunca um resultado abstrato do futuro. Caso contrário, continuaremos vivenciando esse tempo de “Escandalon” (escândalo). Geração da pedra de tropeço, onde até a fé, ou seja, o “ser humano” em sua totalidade e amplidão, na relação consigo e com o Outro, deixa de existir e de se enxergar de fato como o é, como vemos em Adão. É o que o santo Apóstolo Paulo e muitos outros teólogos da história, consideram como estar morto. Como o Pecado. É o que a Escritura considera também como Inferno. A solidão da Alma! Pessoas sozinhas que motivam-se na maldade, falta de amor e “ausência de cumplicidade social” (J. B. Metz). Precisamos de Esperança. Precisamos do Presente. Precisamos crer naquele Cristo da história agindo ainda hoje. A relevância da pregação, do Cristo ressuscitado, é o que falta à igreja hoje. Acreditar é viver! É o desafio que possuímos hoje. Construir nossa Escatologia, a volta de Cristo, desde já em nossas vidas. Construir a volta de Cristo, desde já, para a vida dos outros. Implantar a fé do Reino, vivenciar a Cruz e experimentar a ressurreição ao enxergarmos um sorriso. "E para o bem da paz, Deus seja contigo!!" (Et pro Bono pacis, Deus vobiscum!!) Amém!



- Viver é doar-se!